segunda-feira, 9 de março de 2009

O Corredor

Era uma vez um homem que se chamava Hélder e que conheceu uma mulher, com quem se juntou e partilhava a sua vida.
Carolina olhava para o seu companheiro todos os dias na esperança de um dia o poder ver a trabalhar para sustentar uma futura família, até que chegou o dia que Hélder decidiu procurar todo o dia na cidade e arredores, algum sitio mesmo por mísero que fosse, para poder ganhar algum dinheiro, foi quando ao passar por uma loja de antiguidades ele reparou que esta se encontrava ao desprezo e numa sujidade profunda, entrou e perguntou se ali poderia vir a trabalhar.
O dono da loja com um ar cansado, singelo, forçado, pessoa para uns 69 anos responde com uma voz grossa e trémula: “ Meu rapaz, um trabalho concreto não digo mas uma grande responsabilidade que te poderá ajudar a saber gerir uma futura loja, a ser mais corajoso e responsável, tenho ali um serviço.
O Homem conduz o rapaz para um arco com uma cortina toda ela preta e em veludo, Onde se escondia um comprido corredor, com três janelas todas elas em arcos, onde o sol que as trespassava reflectia na parede um frente, encontrava-se também uma cadeira de madeira logo a seguir a cortina, que sentada nela se avistava um portal que dava para as traseiras da loja, onde entravam os produtos para a loja.
Enquanto Hélder examinava o sitio o homem dizia-lhe para lhe dar uma resposta até o próximo dia.
Hélder sai da loja e vai ter com carolina a casa, mas envergonhado não lhe conta e deixa tudo em segredo.
No dia seguinte ele levanta-se cedo não diz nada a carolina e vai trabalhar para a loja.
Chega a loja, diz bom dia ao homem da loja e vai para o corredor, e senta-se na cadeira, a olhar para a porta sem lhe tirar os olhos.
Carolina em casa sente-se dia a pós dia mais sozinha e desconfiada...
Decidida resolve seguir o companheiro sem ele dar conta e descobre a loja, deixa-o entrar e entra de seguida. O dono da loja pergunta-lhe o que precisa, ela sobressaltada responde que sabe que o marido ali está e pede para o chamar.
O dono da loja explica-lhe que ele agora não pode falar porque está ocupado mas que espera-se em casa que ele depois ia lá ter .
Passa-se dias, semanas e meses e Hélder não dá sinal de si.
Carolina já revoltada, resolve fazer as malas e prepara-se para sair daquela cidade.
Numa manhã ensolarada o dono da loja diz a Hélder, que ia sair da loja,dizendo-lhe para não deixar entrar ninguém pela porta das traseiras, ele fica sentado na sua cadeira a espera que alguma coisa acontece-se, ao fim da tarde Hélder esfomeado e ensonado começa a adormecer e deixa entra três ladroes que além de roubarem peças de valor da loja, acabam a atar Hélder a cadeira e fecham a loja com tábuas e pregos, Deixando um espaço que dava para ver as pessoas de dentro para fora a passar no passeio.
Hélder não se consegue libertar e fica mês a mês cada vez mais fraco e magro.

Carolina revoltada com Hélder e sentindo-se curiosa para o que Hélder afinal fazia decide voltar a loja e ao chegar lá e ver a loja fechada decide empreitar e ver o que se passava lá dentro, ao ver Hélder ela revoltada arranca uma tábua e conseguindo atravessar, já lá dentro ao ver a cara do seu companheiro não consegue ter pena dele e com um ar de repugnância diz-lhe:” Hélder. Então era este o teu trabalho?
Vigiar as traseiras da loja e depois acaba refém da mesma loja?
E com estas palavras assenta a mão pesada no rosto de Hélder... Deixando-o cair junto com a cadeira ficando-lhe o rosto metade dentro da loja metade no corredor, onde ele tantas vezes passou dias sem comer nada só para conseguir o trabalho e ganhar dinheiro.


FIM...

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